Agosto 17, 2018

Vem aí uma história de apaixonados num elétrico de Lisboa

Com ilustrações de Magalie Le Huche, “Eléctrico 28” apresenta Amadeo, um condutor de eléctricos que, além de transportar passageiros naquela carreira – entre Campo de Ourique e o Martim Moniz -, também “deu uma mãozinha a muitos apaixonados tímidos”, numa demanda de Cupido entre manobras em subidas íngremes e curvas apertadas.

“Eléctrico 28” sai em Portugal com selo da Nuvem de Letras, cerca de um ano depois da edição francesa, pela ABC Melody Éditions.

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Prolífico autor com mais de 50 livros para crianças e jovens, Davide Cali contou à agência Lusa que foi o editor da ABC Melody que o desafiou a escrever uma história sobre o elétrico lisboeta, no inverno de 2015, quando soube que ele estava em Lisboa a participar num colóquio.

“Só estive uns dias em Lisboa, mas apaixonei-me de imediato e quis passar isso para o livro”, contou.

Toda a história é ambientada em Lisboa, há panorâmicas da cidade e do rio, algumas referências a azulejos e à arquitetura, há um músico de rua a tocar guitarra portuguesa, e há cafés, onde se bebe uma bica com um pastel de nata.

“Eléctrico 28” é a primeira colaboração entre Davide Cali e a ilustradora francesa Magalie Le Huche, com o livro a ser editado, na versão original, numa editora que privilegia histórias sobre viagens.

Davide Cali, nascido na Suíça, em 1972, é escritor, ilustrador e autor de banda desenhada. Apesar de ter publicado também para adultos, grande parte da obra é identificada para crianças e alguma dela está publicada em Portugal.

São dele livros como “Eu espero”, com Serge Bloch, “A rainha das rãs não pode molhar os pés”, com Marco Somà, “Um dia um guarda-chuva”, com Valerio Vidali, “A casa que voou”, com a ilustradora portuguesa Catarina Sobral, e “Cheguei atrasado à escola porque…”, ilustrado por Benjamin Chaud.

Em 2015, quando visitou Lisboa para um colóquio na Fundação Calouste Gulbenkian e se inspirou para “Eléctrico 28”, Davide Cali contou à agência Lusa que não dá importância à idade dos leitores.

“Eu escrevo histórias para mim, depois para o público, que é enorme e não está limitado pela idade. Se, na teoria, os meus livros são destinados às crianças, as histórias são para todos”, sublinhou.

Davide Cali reconheceu que a sua obra é marcada por um sentido de humor desafiador e pelo que é politicamente incorreto: “Acho que aprendi com Roald Dahl”.

Fonte: Lusa

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