Abril 2, 2020

CNN coloca Memoria entre os 20 melhores novos restaurantes do mundo

“De pratos mexicanos com uma vista deslumbrante sobre os telhados de Londres, à cozinha etíope em Nova Iorque, criatividade mediterrânea em Banguecoque e uma churrasqueira inspirada no Texas em Hong Kong, muitos dos novos restaurantes mais emocionantes que abrem este ano vão buscar inspiração a cozinhas globais”. Foi esta a permissa das 20 sugestões do canal de viagens da CNN por entre os melhores novos restaurantes para 2020.

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Na lista o nosso destaque vai, como não poderia deixar de ser, para o Memoria, que fica em Campo de Ourique. O canal televisivo destacou o espaço pela “horta orgânica” e “sensação tradicional”, além do pátio com árvores. No menu, realce para a pasta fresca, a saltimbocca clássica e os gnocchi.

Não há Memoria de um restaurante assim em Campo de Ourique

A qualidade da comida de antigamente num espaço onde se recordam sabores de infância e se criam novas memórias em redor da mesa. É assim o Memoria, o novo restaurante do grupo Non Basta que acaba de abrir portas em Campo de Ourique. O Memoria abriu no coração do bairro, ao lado do famoso Jardim da Parada, onde era a gelataria RésVés, na Rua 4 de Infantaria, 26.

Centro nevrálgico de todas as autênticas casas italianas, a cozinha ocupa um lugar de destaque, e é com ela que nos deparamos assim que entramos pela porta vermelha do número 26A da Rua 4 da Infantaria. Na sala, cujo design de interiores foi desenvolvido por Inês Moura, imperam os tons neutros e a crueza dos mármores, em contraste com os candeeiros vermelhos (o design de iluminação ficou a cargo de Joana Forjaz) que acentuam a elegância e intemporalidade do espaço. Nas traseiras, o restaurante conta ainda com duas zonas de esplanada prontas para receber o verão.

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Terceiro projeto do grupo Non Basta, o Memoria aproxima-se do conceito de osteria/trattoria italiana que já é partilhado pelos dois Pasta Non Basta (Alvalade e Elias Garcia). Neste novo espaço continua a aposta nas pizzas e nas massas frescas confeccionadas diariamente no restaurante, bem como nos produtos frescos provenientes da horta própria, mas há uma maior margem para experimentações. “No Memoria, há mais liberdade para criar”, resume um dos responsáveis pelo espaço.

No Memoria, há mais liberdade para criar

A pensar nas famílias, há três pratos que podem ser pedidos em doses suficientes para três pessoas (e que são por isso servidos à mesa em travessas): o Linguini neri alla pescatore (€ 14/ € 38), o Spaghetti al pomodoro e burrata (€ 13/ € 35) e o Fettuccine com polpette (€ 11/ € 30). Outra das apostas são os produtos de referência provenientes de várias regiões de Itália, que vêm complementar a oferta de antipasti e saladas. De Parma vem o Salame gentile (€ 6/ € 10) e o afamado Parmigiano reggiano (€ 6/ € 10), de Bologna a Mortadella al tartufo (€ 6/ € 10) e de Bergamo o queijo Taleggio (€ 5/ € 8). O Lady Capra (€ 6/ € 10), um queijo de cabra azul que tem um sabor suave e cremoso, a Stracciatella (€ 8/ € 14), retirada do coração da burrata, e o Prosciutto San Daniele (€ 6/ €10) são outras das alternativas.

Os clássicos não são esquecidos

Tal como acontece nos Pasta Non Basta, os clássicos são feitos a preceito: os incontornáveis Spaghetti alla carbonara (€ 12), Lasagna della nonna (€ 12) e pizza Diavola (€ 12) dividem as atenções com os não menos consensuais Spaghettoni al tartufo (€ 14), Spaghetti alle vongole (€ 14) ou pizza Margherita (€ 9). Mas há também opções menos comuns que prometem deixar rendidos os mais conhecedores da gastronomia italiana, como é o caso do Pappardelle al Ragu di coniglio (€ 14), um estufado de coelho cozinhado lentamente, ou dos Ravioli com Taleggio e figo (€ 11), que junta a acidez do queijo à doçura da fruta da época.

Bebidas para todos os gostos

No capítulo das bebidas, a oferta é grande e divide-se entre Spritz – há seis referências que podem ser pedidas em copo ou em jarro -, cocktails clássicos, licores e destilados, e vinhos nacionais e italianos. “Fizemos uma criteriosa seleção de vinhos que harmonizam com a comida que servimos, vinhos gastronómicos, leves e não demasiado complexos”, acrescenta um dos sócios. Entre os destaques estão os dois vinhos Astronauta, o Manda-Chuva, vinho feito em Portugal com a casta Sangiovese, e os italianos Pietro Primitivo (biológico de Puglia) e Umami Renchi Pecorino (de Abruzzo).

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