Outubro 20, 2019

Espaço Llansol recebe Décimas-primeiras Jornadas Llansolianas

O Espaço Llansol recebe nos dias 12 e 13 de outubro as Décimas-primeiras Jornadas Llansolianas. Este ano o evento é dedicado à matéria portuguesa na Obra de Maria Gabriela Llansol. “O que tanto pode significar a sua desconstrução de vários momentos e filões na História portuguesa (o “caminho da água” dos Descobrimentos, os mitos do Encoberto ou dos Lusíadas, os tempos de chumbo do salazarismo), como os caminhos singulares da revisão ou da leitura de algumas figuras dessa história, política, literária, cultural (Camões e D. Sebastião, Pessoa, Vergílio Ferreira ou Jorge de Sena)”, pode ler na página de Facebook do Espaço Llansol.

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Estas Jornadas contam, como é habitual, com a participação de um núcleo significativo de “llansolianos/as” nacionais e estrangeiros, como se pode ver pelo programa segue no final deste texto. E como também vem sendo habitual, haverá dois momentos de apresentação de livros novos: a nova edição de Da Sebe ao Ser, com inéditos (Assírio & Alvim) e o volume que documenta as Jornadas de 2018, dedicadas a leituras de Llansol por outros escritores (“Eu leio assim este Texto”: Escritores lêem Llansol, da Mariposa Azual/Espaço Llansol, o número 17 da colecção “Rio da Escrita”).

O Espaço Llansol dedica-se ao estudo da obra literária de Maria Gabriela Llansol) e tem uma nova casa, chamada “A Casa de Julho e Agosto”, na Rua Saraiva de Carvalho, em Campo de Ourique, que abriu a dia 24 de novembro de 2017, data de aniversário da escritora, falecida em 2008.

O nome dado a esta nova casa deve-se ao facto de o espólio da escritora ter regressado entre julho e agosto “ao lugar onde tudo começou, no bairro de Campo de Ourique, que a viu nascer e crescer para a escrita”, pode ler no blogue.

Em finais de 2003, Maria Gabriela Llansol manifestou o desejo de regressar às suas origens em Campo de Ourique, que na altura não foi possível. No entanto, essa intenção e as manifestações claras do seu apego ao bairro de Lisboa onde nasceu estão patentes em muitas páginas dos seus cadernos de escrita.

É em Campo de Ourique que Maria Gabriela Llansol desperta para a escrita

É em Campo de Ourique que Maria Gabriela Llansol desperta para o mundo e para a escrita, na infância e sobretudo na adolescência e juventude, antes do exílio belga, e depois de ter casado com Augusto Joaquim, em 28 de setembro de 1965, na Igreja de Santa Isabel, no ponto de convergência da rua onde o marido nasceu com a rua onde está a casa que acolhe agora o seu grande espólio.

Entre o regresso da Bélgica, em 1985, e o fim da vida, a escritora nunca deixou de ir a Campo de Ourique, para visitar a sua amiga de infância Lurdes, frequentar os cafés, os restaurantes e as lojas do bairro.

As suas visitas a Campo de Ourique tinham por vezes até o simples propósito de se sentar a ler e a escrever no Jardim da Parada, à sombra da grande ‘metrosideros excelsa’, comummente conhecida como árvore-de-fogo, que haveria de evocar em páginas de “Amigo e Amiga”. Esta iniciativa foi possível graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Junta de Freguesia de Campo de Ourique.

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