Agosto 17, 2018

“Queremos ter uma presença cultural no bairro”

Paulo Medeiros foi ordenado há 32 anos e sempre esteve em Campo de Ourique. A Igreja Presbiteriana de Lisboa teve sempre uma presença discreta na Freguesia mas, ao longo dos anos, tem ajudado dezenas de famílias carenciadas.

Desde quando é Pastor em Campo de Ourique?
Desde 1985, quando me ordenei. Esta foi sempre a minha Igreja.

E porque é que a sua Igreja escolheu este bairro? Há muitos protestantes nesta zona da cidade?
Já houve muitos. Este templo está em Campo de Ourique desde 1957 e o edifício foi comprado justamente para esse fim. Antes, a nossa Igreja, que chegou a Portugal na primeira metade do século XIX, tinha estado noutros locais. Mas não muito longe daqui. Como estava a dizer, nas décadas de 1950, 1960 e até 1970 havia muitos protestantes no bairro. Depois, os filhos casaram e mudaram-se para outros bairros, muitos foram para os arredores de Lisboa. Hoje, a maior parte das pessoas que vem ao serviço religioso não mora aqui.

E qual é a interação da Igreja com o bairro e com a Freguesia?
Tem sido diversa, ao longo do tempo. Temos uma presença discreta, mas estamos presentes quando precisam de nós. Houve uma altura em que a nossa intervenção era sobretudo social. Foi numa fase em que a Escola Básica nº 6 não tinha ATL e o presidente da Junta de então pediu a nossa ajuda no apoio às crianças carenciadas. Durante dois ou três anos, cerca de 20 crianças vinham para aqui, depois das aulas, e nós fornecíamos uma refeição e ajudávamos nos trabalhos de casa. Depois, a escola passou a ter ATL e deixou de ser necessário o nosso apoio, mas houve famílias que ficaram com pena e queriam que as crianças continuassem a vir para cá. Depois disso, o nosso apoio social tem sido, sobretudo, a famílias cuja situação conhecemos e a quem prestamos a ajuda necessária. Para a comunidade, no seu conjunto, a nossa presença é sobretudo cultural. Temos, ao longo de todo o ano, um programa de concertos que é aberto à população. E estamos a trabalhar em grande sintonia com a Junta de Freguesia, no sentido de sermos uma instituição presente e que acorre quando é preciso resolver necessidades da comunidade.

A sua Igreja trabalha em conjunto com as Paróquias Católicas da Freguesia ou não?
Sou grande amigo do Padre José Manuel Almeida, da Paróquia de Santa Isabel, e colaboramos sempre que é preciso. Até já celebrámos juntos!

Fonte: Boletim Informativo da Junta de Freguesia N.º 7 | DEZ 2016/JAN 2017

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